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Selo comemorativo de 10 anos

10/08/2012 às 16:00 Paulista

O desperdício das águas

A seca e o desperdício de água são temas do comentário do Fundador e Acionista Majoritário do Grupo Ser Educacional, Janguiê Diniz.


Dezenas de tubulações de abastecimento de água se rompem todos os dias no Recife. Algumas delas levam dias para serem consertadas. E nesse período, milhares de metros cúbicos de água são jogados fora, inutilizados.
O Nordeste sofre constantemente com a seca. Inúmeros paliativos foram feitos para cessar o problema, porém o fenômeno se repetiu com mais intensidade nos anos de 1993, 1998 e 2001. No fim da década de 1990, Pernambuco viveu o pior racionamento de água de sua história - na região metropolitana, incluindo Recife, a população passou a receber água encanada apenas uma vez por semana.
Na tentativa de colocar um ponto final na situação, o projeto do Sistema Pirapama foi pensado e se tornou a maior obra de abastecimento de água da história de Pernambuco. Toda a estruturação do sistema levou quatro anos para ficar pronto, começando em março de 2008 e custando algo em torno de R$ 600 milhões.
Caro leitor, é de mister  que na medida em que o Estado cresce, faz-se necessário reestruturar os sistemas de abastecimento e tratamento de água, indispensáveis para acompanhar as mudanças que se sucedem nas infraestruturas dos municípios. Esse é um dos desafio dos Governos.
Porém, deve-se pensar que, antes de construir e liberar a vazão de um sistema do porte do Pirapama, seria necessário a substituição das encanações antigas. No Recife, temos canos instalados há mais de 50 anos e que há décadas estão inutilizados pelo não recebimento de água. Estes, sem dúvidas, são incapazes de suportar a pressão trazida pela potência de vazão do Pirapama.
Assim, com as pressões elevadas liberadas pelo novo sistema, o número de vazamentos aumentou e as tubulações antigas ou desgastadas pelo próprio racionamento precisam ser substituídas. Daí a explicação para boa parte dos vazamentos que vemos por toda a cidade e a iniciativa do Estado de aplicar R$ 400 milhões para substituir toda essa encanação antiga até 2014.
Iniciativas como o Sistema Pirapama, que beneficiou quase 2 milhões de pessoas devem ser repetidos em outros sistemas de distribuição de água como Tapacurá, Alto do Céu e Botafogo, para que outras cidades como Camaragibe, São Lourenço da Mata, Olinda e Paulista sejam atendidos. O que não se pode é pensar que por termos reservatórios de água suficientes para abastecer nossa população, sem racionamento, é aceitável o desperdício com tantos vazamentos nas ruas.

Dezenas de tubulações de abastecimento de água se rompem todos os dias no Recife. Algumas delas levam dias para serem consertadas. E nesse período, milhares de metros cúbicos de água são jogados fora, inutilizados.

 

O Nordeste sofre constantemente com a seca. Inúmeros paliativos foram feitos para cessar o problema, porém o fenômeno se repetiu com mais intensidade nos anos de 1993, 1998 e 2001. No fim da década de 1990, Pernambuco viveu o pior racionamento de água de sua história - na região metropolitana, incluindo Recife, a população passou a receber água encanada apenas uma vez por semana.

 

Na tentativa de colocar um ponto final na situação, o projeto do Sistema Pirapama foi pensado e se tornou a maior obra de abastecimento de água da história de Pernambuco. Toda a estruturação do sistema levou quatro anos para ficar pronto, começando em março de 2008 e custando algo em torno de R$ 600 milhões.

 

Caro leitor, é de mister  que na medida em que o Estado cresce, faz-se necessário reestruturar os sistemas de abastecimento e tratamento de água, indispensáveis para acompanhar as mudanças que se sucedem nas infraestruturas dos municípios. Esse é um dos desafio dos Governos.

 

Porém, deve-se pensar que, antes de construir e liberar a vazão de um sistema do porte do Pirapama, seria necessário a substituição das encanações antigas. No Recife, temos canos instalados há mais de 50 anos e que há décadas estão inutilizados pelo não recebimento de água. Estes, sem dúvidas, são incapazes de suportar a pressão trazida pela potência de vazão do Pirapama.

 

Assim, com as pressões elevadas liberadas pelo novo sistema, o número de vazamentos aumentou e as tubulações antigas ou desgastadas pelo próprio racionamento precisam ser substituídas. Daí a explicação para boa parte dos vazamentos que vemos por toda a cidade e a iniciativa do Estado de aplicar R$ 400 milhões para substituir toda essa encanação antiga até 2014.

 

Iniciativas como o Sistema Pirapama, que beneficiou quase 2 milhões de pessoas devem ser repetidos em outros sistemas de distribuição de água como Tapacurá, Alto do Céu e Botafogo, para que outras cidades como Camaragibe, São Lourenço da Mata, Olinda e Paulista sejam atendidos. O que não se pode é pensar que por termos reservatórios de água suficientes para abastecer nossa população, sem racionamento, é aceitável o desperdício com tantos vazamentos nas ruas.

Comentários (1 comentário(s) efetuado(s))

  • 15/08/2012 às 08:56 - Renata Brito Muito bom, esclarecedor.

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