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Frevo, um ‘senhorzinho’ muito moderno

No Dia Nacional do Frevo, conheça alguns dos artistas que mantém a jovialidade do ritmo centenário
Por: Paula Brasileiro 23/08/2017 - 15:30 - Atualizado em: 14/09/2017 - 11:19
O Maestro Spok é um dos artistas que levam o frevo às novas gerações
O Maestro Spok é um dos artistas que levam o frevo às novas gerações

Um ritmo que de tão poderoso tornou-se parte da identidade do povo pernambucano, símbolo maior de seu carnaval e, mais, tombado pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Esse é o frevo. Aquela música rápida, vibrante, frenética mesmo, que há mais de um século, representa a personalidade e cultura de Pernambuco.

 

Mas, apesar de centenário, o frevo se apresenta cada vez mais jovem e moderno através do olhar das novas gerações. Músicos dos mais diversos segmentos não param de beber dessa fonte dando ao ritmo tradicional nova roupagem e, também, novos apreciadores. Confira alguns dos artistas que vêm fazendo e refazendo frevo de maneira atual e, como não poderia deixar de ser, apaixonada.  


André Rio


Reprodução/Facebook

O cantor André Rio tem dado continuidade ao legado da sua família. Filho do compositor Alírio Moraes e sobrinho do maestro José Menezes, André tem no sangue a tradição da musicalidade pernambucana. O recém lançado disco, Meu Carnaval é Frevo, traz composições de grandes nomes como Getúlio Cavalcanti, Capiba, Luiz Bandeira e de seu próprio pai, Alírio. Rio já contabiliza mais de 20 anos de carreiras, a maior parte deles, dedicada ao frevo. Clique e ouça.    

Romero Ferro


Reprodução/Facebook

Romero Ferro quer provar que o frevo é música para o ano inteiro e não somente para o carnaval. Para isso, o cantor criou o projeto Frevália, no qual apresenta composições de autores consagrados e, também, dos mais contemporâneos, dando-lhes uma roupagem atual e moderna para as canções. Ouça aqui.

Eddie


Reprodução/Facebook

Há quase três décadas, a olindense Eddie vem colocando seu público para dançar um frevo renovado, misturado a outros ritmos como o punk, dub e eletrônico. A banda já conta com cinco discos na carreira, todos com o toque especial do frevo que dá à música do grupo uma sonoridade bem particular. Ouça.

Luciano Magno


Reprodução/Facebook

O guitarrista baiano, radicado no Recife, Luciano Magno, é um dos novos nomes da música instrumental brasileira. Presente nos carnavais pernambucanos há muitos anos, Magno já acompanhou grandes ícones da música pernambucana como Alceu Valença e Elba Ramalho e sua ligação ao frevo é bastante forte. Além do álbum Novos Carnavais, totalmente dedicado ao ritmo, o músico também criou o método Guitarra no Frevo, para passar seus conhecimentos para outros guitarristas. Clique para ouvir.

China


Reprodução/Facebook

O músico pernambucano China, uma das crias do Movimento Manguebeat, apesar de atuar mais no segmento do pop e do rock, não deixa de lado as influências do frevo. Ele iniciou a carreira musical na banda Sheik Tosado, que misturava o ritmo tradicional ao peso do hardcore. Hoje, em carreira solo, China continua bebendo dessa fonte. Como na música Frevo Morgado, do seu último disco, Telemática. Ouça.

Maestro Spok


Reprodução/Facebook

Liderando a Spok Orquestra, o Maestro Spok já levou o frevo à salas de concertos dos cinco continentes do mundo. Dando ao ritmo pernambucano tons de jazz, o músico vem disseminando a música tradicional de forma original e primorosa. Além disso, o maestro faz questão de reverenciar os grandes mestres do frevo. Em 2014, ele lançou o documentário Sete Corações, que conta as trajetórias dos maestros Duda, Edson Rodrigues, Nunes, Ademir Araújo, Clóvis Pereira, Zé Menezes e Guedes Peixoto. Clique para ouvir.

 

E você, gosta de frevo? Conta pra gente qual o seu frevo preferido.

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