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Os caça-notícias: entenda o que é ser repórter

Abraçar as pautas, correr atrás das fontes, entrevistar, investigar a fundo, descobrir todos os detalhes: o repórter é, de certa forma, o “caçador de notícias” cuja função é, claro, reportá-las.
Por: Caroline Melo 16/02/2017 - 11:04 - Atualizado em: 16/02/2017 - 11:09
O Dia do Repórter é comemorando em 16 de fevereiro
O Dia do Repórter é comemorando em 16 de fevereiro

Todos que abraçam essa profissão têm formação jornalística, embora nem todo jornalista trabalhe como repórter. A grande diferença está no foco do trabalho. “O repórter deve ser essa pessoa inquieta, uma boa observadora de mundo”, descreve a radialista Nice Lima, professora de Jornalismo da Joaquim Nabuco. Ela, que tem experiência com rádio e mídias eletrônicas, consegue explicar a grande importância desses profissionais: “Na rádio, por exemplo, eles são os olhos da emissora”. O repórter trabalha visando sempre o alinhamento com a realidade e a profundidade dos fatos.

E é na rua que o trabalho do repórter realmente mostra a importância que tem. Para Edival Ferreira, a vocação para a comunicação é imprescindível quando se está atrás da notícia. “Você tem que vivenciar a notícia. Ser um repórter é estar ali sentindo a dor dos outros”, analisa. Estudante do 7º período de Jornalismo, ele já tem uma longa história com a profissão. Edival se formou em Rádio e TV e trabalha em rádio desde o final dos anos 90. Seu colega de curso, Hecton Torres, estudante do 6º semestre, reforça esse ponto de vista. “Se não tem aptidão, o jornalista vai ser engolido”. E ele tem razão. O repórter vive dentro da rotina de não ter rotina, procurando notícia e enfrentando cada dia uma pauta diferente.

Hecton estagia em um dos principais jornais de Pernambuco e o que ele aprendeu na sua jornada é que a mente deve estar sempre aberta. “É importante tratar toda e qualquer notícia como importante, mesmo que pareça uma história besta”, conta. Apostar nas novidades é, além de imprescindível, uma parte do que os jornalistas são. “Nós somos pavão, tanto queremos aparecer quanto mudar o mundo com as nossas ideias”, reflete.

A reportagem que marcou

Cada repórter tem histórias sobre grande notícias, mas algumas marcam mais que outras: desde momentos singelos de alegria até grandes descobertas e coberturas jornalísticas. Confira algumas delas:

Nice Lima - Professora de Jornalismo e radialista

“Eu cobri o velório de Miguel Arraes, uma pauta que exigia muito de mim. Foi um dia inteiro!”, lembra Nice, do evento em agosto de 2005 que chamou a atenção de todo o país, pela grande relevância do político no cenário nacional.

Outra marca na sua carreira foi a cobertura do desabamento do Edifício Areia Branca em outubro de 2004, em Piedade, na cidade pernambucana de Jaboatão dos Guararapes. “Eu tava muito verdinha ainda e, mesmo resfriada, mas tinha que entrar várias vezes no ar para a cobertura no rádio. Também durou o dia todo. Foi aí que eu vi que o trabalho do repórter não é moleza”.


Edival Ferreira - Radialista e estudante do 7º período na Joaquim Nabuco

“Um fato que me despertou muito na profissão foi a história de um cadeirante. Eu estava indo para a rádio e vi que ele queria atravessar uma avenida movimentada, mas encontrou dificuldades”, relembra. Da conversa, Edival percebeu que poderia surgir uma reportagem importante. “Perguntei se o homem poderia me dar uma fala e ele contou o que passa todos os dias, assim como disse que os gestores deveriam prestar mais atenção à acessibilidade na cidade, porque não tem espaço para cadeirantes”. As marcas que a profissão e as reportagens lhe deixaram? “A gente tem que deixar alguma coisa para as outras pessoas e fazer alguma coisa em prol da sociedade”, declara.

Hecton Torres - Repórter de Economia e estudante do 6º período na Joaquim Nabuco

“A minha primeira grande reportagem foi com o Whindersson Nunes, na  época o maior youtuber do Brasil”, conta Hecton, empolgado com as lembranças. “Eu estava com alguns amigos conversando sobre youtubers quando um deles falou ‘eu quero essa profissão’. Pensei e levei essa sugestão para o jornal” Foi a primeira vez que o youtuber, com mais de 15 milhões de inscrições à época, deu uma entrevista a algum dos principais jornais de Pernambuco, e uma das grandes reportagens da carreira de um estagiário do caderno de Economia. “Mas eu sou repórter. Estagiário é só status que você recebe”, frisa.


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